Bullying no trabalho
10/07/2013


A palavra bullying vem do termo inglês e significa atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos com objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa. As práticas mais comuns são tocar, bater, soquear, caçoar, tripudiar, ridicularizar, colocar apelidos jocosos, colocar em dúvida a masculinidade ou feminilidade da vítima e podem ser exercidas por um ou mais indivíduos. Esses atos são capazes de causar dores e angústia na pessoa agredida. Diferente do que se imagina, a prática do bullying não ocorre somente nas salas de aulas, esse comportamento tão eficaz e destrutivo da autoestima está presente também entre adultos em seus locais de trabalho. Com pouquíssimas diferenças nas suas definições e muita semelhança nas suas consequências. Segundo o médico Renato Igino dos Santos, especialista em segurança do trabalho, o bullying no trabalho pode se tornar um grande pesadelo para muitas pessoas e até terminar com pedidos de demissão e problemas na justiça. "As situações de bullying podem criar equipes disfuncionais, o que é péssimo para a performance da empresa a longo prazo, além de repercussões jurídicas que a empresa pode enfrentar", adverte o médico. O médico ressalta que não há distinção hierárquica de quem pratica o bullying nas empresas, se é o colega de trabalho ou o chefe. Para ele, na maioria das vezes, esta prática tem como objetivo afastar as pessoas indesejáveis e críticas do ambiente de trabalho. "Em muitos casos se cria uma versão para o fato, que não corresponde à realidade no sentido de denegrir a imagem do outro. A persistência desta situação gera angústia no funcionário agredido e pode caracterizar assédio moral", lembra. Alguns exemplos de comportamentos de bullying no trabalho: • Críticas não cabíveis; • Culpar o funcionário sem uma justificativa real; • Ser tratado de forma diferente da sua equipe de trabalho; • Ser alvo de xingamentos; • Ser excluído ou isolado socialmente; • Ser alvo de gritos ou ser humilhado; • Ser alvo de piadas; • Ser constantemente e excessivamente vigiado. Como a prática do bullying afeta as pessoas: • Alto estresse; desordem de estresse pós-traumático; • Problemas financeiros causados por faltas; • Baixa autoestima; • Problemas musculares; • Fobias; • Dificuldades para dormir; • Alto índice de depressão/auto-acusação; • Problemas de ordem digestiva/alimentar; Como a prática do bullying afeta as empresas: Cada uma das consequências citadas acima pode ter um custo muito alto para uma empresa, que geralmente se encaixa em três categorias: 1. Recontratação de funcionários que saem por serem alvos de bullying. 2. Tempo gasto na resolução de conflitos causados pela prática do bullying: energia dirigida a assuntos que não dizem respeito à produtividade no trabalho. 3. Gastos relacionados à investigação da prática do bullying e potenciais processos trabalhistas. O que pode ser feito? O médico Renato Igino dá algumas dicas: Funcionários: • Reconheça que você está sendo alvo de bullying; • Que você não é o causador do problema; • A prática do bullying tem a ver com controle e nada a ver com o seu desempenho no trabalho. Tome uma atitude! • Faça anotações em um diário detalhando a natureza da prática do bullying: datas, horários, locais, o que foi dito ou feito e quem estava presente; • Guarde cópias de qualquer prova da prática do bullying contra você, documentos que mostrem a contradição das acusações do agressor contra você: relatórios, cartão ponto, etc. Outras ações: • Tenha em mente que o agressor irá negar e talvez reverter suas alegações; tenha sempre uma testemunha com você quando estiver na presença de um agressor; denuncie o comportamento à pessoa apropriada. Empresários: • Crie uma política de tolerância zero à prática do bullying dentro da sua empresa. A política deve fazer parte de um comprometimento amplo para um local de trabalho seguro e sadio e deve envolver representantes do departamento de recursos humanos. Quando a prática do bullying for testemunhada ou denunciada por alguém, o problema deve ser resolvido imediatamente. • Se a prática do bullying já faz parte da cultura da sua empresa, queixas devem ser levadas a sério e investigadas prontamente. • Organize sua empresa para que seus funcionários possam participar da tomada das decisões em algumas situações. Isto ajuda muito a criar um ambiente onde as pessoas se sentem importantes e valorizadas. • Realize treinamentos que esclareçam o que é a prática do bullying. • Encoraje políticas de portas abertas no local de trabalho. • Investigue o tamanho e a natureza dos conflitos. • Capacite seus gerentes e chefias para terem habilidades e sensibilidade ao lidar e resolver conflitos. • Demonstre um comprometimento “de cima para baixo” sobre o que é e o que não é um comportamento aceitável no local de trabalho. Na verdade, o ideal seria que empresas e organizações tivessem a possibilidade de ofertar aos seus trabalhadores momentos de aproximação e diálogos que permitissem a essas pessoas se conhecerem melhor e se conectarem com suas histórias de vida, sonhos e desafios. "O entendimento só é possível quando eu realmente conheço o outro, o que ele pensa e sente sobre as mesmas coisas que eu", dia Igino. Fonte: Segs

Bullying no trabalho
10/07/2013
NR-36 - Empregados da indústria da ...
14/05/2013
Mais Noticias >>
Nome:  
Email:
5 Mentiras para parar de contar
Por Fernanda Nêute
Logo que comecei a trabalhar em agência de propaganda, eu via ...
Promoção e poder
Por Tom Coelho
Promoção e poder * por Tom Coelho “Contrate e promova ...
Mais Artigos >> 
Vitaprev Saúde Ocupacional - Avenida Itália - 493 CEP.: 95010-040 - Caxias do Sul - RS - Brasil - Fone: (54) 3223.3233 - Email: info@vitaprev.com.br